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Jorge Pereira

Cannes: Nadine Labaki preside júri da secção Un Certain Regard

A atriz e realizadora libanesa Nadine Labaki será a presidente do júri da secção Un Certain Regard (Um Certo Olhar) da 72ª edição do Festival de Cannes.

Responsável por filmes como Caramel, E agora, onde vamos? e Capernaum, Labaki assume assim o posto que Benicio Del Toro ocupou em 2018, tendo saído premiado nesse ano o filme sueco Border (Na Fronteira).

"Lembro-me de quando costumava ir a Cannes como estudante de cinema, estava tão animada para experimentar o festival de maior prestígio do mundo", afirmou Labaki em comunicado divulgado pelo festival. "Naquela época, parecia tão fora de alcance para mim. Lembro-me de me levantar cedo de manhã e as intermináveis ​​filas para conseguir uma entrada. Parece que foi ontem, mas já foi há quinze anos (...) Hoje, sou o Presidente do Júri Un Certain Regard, que mostra que às vezes a vida pode ser ainda melhor que os sonhos. Mal posso esperar para ver os filmes da seleção. Mal posso esperar para debater e discutir, para ser abalada, e para encontrar inspiração no trabalho de outros artistas ".

A 72ª edição do Festival de Cannes decorre de 14 a 25 de maio. Alejandro G. Iñárritu será o presidente do júri da secção principal.

 

«A Residência Espanhola» vai ser série na Amazon

Vem aí uma série baseada em a A Residência Espanhola, filme de 2002 que acompanhava um estudante francês (Xavier, interpretado por Romain Duris) em Erasmus na cidade de Barcelona. A obra de Cédric Klapisch teve duas sequelas na forma de As Bonecas Russas (2005) e Puzzle Chinês (2013), estando agora a ser trabalhada no formato de série de oito episódios pelo próprio realizador.

Foi Klapisch que o anunciou, numa entrevista à Ouest-France, esta segunda-feira. Não foram avançados detalhes do enredo, nem é certo se algum nome do elenco original regressa, mas o realizador adiantou que pretende abordar as mudanças na Europa. "A Europa de hoje é a do Brexit, da dúvida, aquela que questiona a sua relação com o meio ambiente", explicou, acrescentando que quer "mostrar a diferença entre a juventude europeia de hoje e a de há 20 anos".

Segundo Klapisch, a ação poderia muito bem desenrolar-se na Grécia, um bom lugar para "falar sobre a nova Europa": "Estamos no processo de selecionar os argumentistas, até agora não escolhi a cidade ou o país, tenho que investigar um pouco", afirma.

A Residência Espanhola, a série, chega em 2020.

«Triple Threat» (Tripla Ameaça) por Jorge Pereira

  • Publicado em Critica

Juntar Tony Jaa (Ong Bak), Iko Uwais (The Raid), Tiger Chen (O Homem do Tai Chi; John Wick 3), Scott Adkins (Soldado Universal: Day of Reckoning; Boyka: Undisputed IV) e Michael Jai White (Arrow) no mesmo filme era mais que suficiente para qualquer aficionado de obras de ação de contexto marcial ficasse a salivar, mas este Tripla Ameaça - assinado pelo duplo tornado realizador Jesse V. Johnson - revela-se pouco inovador, extremamente redundante, repetitivo e quase nunca espetacular, tornando-se assim num objeto desapontante que não aproveita os enormes talentos que tem em si. Só faltava o elenco ter Frank Grillo e/ou Ray Stevenson para o desperdício ser total.

É que se muitas vezes desculpamos a história (sempre repleta de tragédias e clichés) e a profundidade das personagens (quer-se pancada, não palavras e contemplações), ao avaliar este género de filmes não podemos nunca desprezar as sequências de ação, sejam estas de luta mano a mano (artes marciais), sejam através de pirotecnia (tiros, explosões, etc), ou um misto dos dois (espécie de 'Gun Fu' de filmes como Equilibrium). Neste campo, para além de não existir qualquer lufada de ar fresco para o género, o que se recicla é do mais genérico e anónimo que se possa imaginar, mesmo quando o filme entra numa espécie de Assalto à 13ª Esquadra dos tempos modernos e começam a sério as batalhas 1 a 1.

É que basta pensar em qualquer dos filmes individuais acima referidos, ao lado do nome dos atores, para entendermos que qualquer um deles é melhor e mais engenhoso que Tripla Ameaça, ou pelo menos mais espalhafatoso, arrojado e criativo no tratamento de cada sequência, de cada diálogo e interação.

Adicionando esta falha grave (um filme de ação com esta medíocridade) às limitações dramáticas de cada ator, à banalidade do argumento, à típica donzela em apuros (Celina Jade), e um trabalho na cinematografia e montagem muito trivial, temos assim um dos mais bocejantes filmes do género dos tempos recentes, fazendo-nos pensar que estaríamos muito melhor servidos se isto estivesse nas mãos de Gareth Evans (Merantau; The Raid), Prachya Pinkaew (Ong Bak; Tom yum goong), Timo Tjahjanto (The Night Come With us) ou até John Stockwell (Kickboxer: A Vingança).

Qualquer um deles daria certamente um espetáculo mais lustroso e grandioso nesta história típica de um grupo de mercenários que massacra uma aldeia e terá de lidar com a vingança de três sobreviventes (Jaa, Uwais e Chen), os quais pelo caminho têm ainda de salvar uma herdeira chinesa que quer usar a sua fortuna para derrubar os sindicatos do crime.

Uma pena. Lá se foi um guilty pleasure por água abaixo.


Jorge Pereira

«Coisa Mais Linda»: emancipação feminina no Brasil dos anos 50

  • Publicado em Artigos

Apesar de muitos vezes parecer um registo telenovelesco de luxo mascarado de minissérie para os novos tempos de plataformas digitais, Coisa mais Linda, a nova proposta brasileira de 7 episódios da Netflix apresenta uma interessante história de perseverança e emancipação feminina no final dos anos 1950 (faz lembrar - de certa maneira -a série As Telefonistas), dando também destaque à força musical do Bossa Nova, que apesar de já ter tido vários nomes no feminino ligados a ele (Nára Leão, Astrud Gilberto, Gal Costa), é mais conhecido pelos seus ícones masculinos (João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes).

Em foco está Maria Luiza (Maria Casadevall), uma jovem de São Paulo que viaja para o Rio de Janeiro com o objetivo de montar um restaurante com o seu marido. Quando este desaparece e a deixa sem um tostão, esta mulher com um filho decide levar o seu sonho em frente e abrir o espaço de restauração com forte componente musical contra todas as expectativas.

Nessa jornada, e enquanto seguimos esta guerreira, acompanhamos igualmente a história de outras três mulheres confrontadas com dilemas morais e problemas de afirmação numa sociedade patriarcal extremamente redutora para o seu papel no dia a dia. Temos Adélia (Pathy Dejesus), uma empregada negra que trabalha no prédio do seu ex-marido; Lígia (Fernanda Vasconcellos), amiga de Maria que abandonou o sonho de cantar para se casar com um aristocrata com pretensões políticas; e Thereza (Mel Lisboa), uma mulher à frente de seu tempo que trabalha numa revista, cuja redação é composta essencialmente por homens.

É no conluio destas quatro mulheres, num movimento de verdadeira sororidade, que Coisa mais linda consegue o que tem de melhor, juntando as mulheres num bloco de empoderamento que ajuda cada uma delas a livrar-se dos seus problemas. É que Maria foi abandonada e roubada pelo marido, luta pelo sonho de ser proprietária de um clube musical, mas sente a pressão familiar de arranjar um novo esposo, cuidar do filho e ser uma "mulher de respeito". Já Adélia é pobre, negra, lida com a exploração e o racismo no dia a dia, enquanto tenta educar a filha que é fruto de uma relação proibida com um antigo patrão.

Já Lígia sonhava cantar, mas a vida aristocrata do marido, as ambições políticas dele e o poder da sogra rebaixam-na a uma posição submissa de "mulher de família" onde a violência doméstica está sempre presente. E temos finalmente Thereza, que embora seja a mais emancipada do grupo, com trabalho e numa relação (aparentemente) saudável com o marido, terá de lidar com o desejo "proíbido" de uma paixão que vai contra a heteronormatividade da sociedade.

 

Um dos pontos altos desta produção é a reconstrução cuidada da época, com a direção artística, guarda-roupa e caracterização a transportarem todas estas personagens para os anos 50 no Brasil, uma época descrita como extremamente machista. O grande problema é que tudo por aqui é apresentado através de personagens e textos a maioria das vezes clichés, não faltando o autor atormentado que se autodestrói com o álcool, o galã mulherengo que insiste constantemente em conquistar as mulheres com os seu poder material, o homem abusivo dominado pela mãe e o homem emocional, que embora bem casado nunca esqueceu uma paixão antiga.

No final temos assim uma série/novela que sobrevive nos mínimos (cenas tórridas de sexo afastam do registo banal das novelas para massas), mas que podia dar mais espessura e ambiguidade às suas personagens e textos para além dos lugares comuns.

"A China tem a máquina de censura mais forte do século XXI", diz Ai Weiwei

Numa entrevista ao Screen Daily, o arquiteto, artista plástico, pintor, documentarista e ativista social Ai Weiwei, cujo o último filme a estrear em Portugal foi Human Flow, afirmou que pensar em cineastas chineses na China é "uma piada" e que com tanta censura no território, não se pode sequer pensar em ser um autor.

"Cada linha de texto, cada frame, é fortemente censurado pela máquina de censura mais forte do século XXI. E todos os dias ela se torna mais forte no controle das ideologias das pessoas e na distorção das informações, promovendo um entretenimento puro, desprovido de conteúdo estético ou profundamente filosófico", disse o autor, acrescentando que o Partido Comunista faz isso com sucesso há 70 anos. "Ele ainda controla todos os filmes que saem da China. Todos os grandes festivais de cinema ocidentais, de boa ou má vontade, consciente ou inconscientemente, aceitam a autoridade daquela ditadura. A autocensura tem sido claramente exercida não apenas pelos cineastas chineses, mas também pelo Ocidente. Toda a indústria cinematográfica está ansiosa pelo sucesso de bilheteria na China continental".

Weiwei disse ainda que a China não investe apenas em Hollywood ou na indústria do entretenimento em todo o mundo, mas também usa o seu mercado para recompensar ou punir quem concorda ou discorda com a sua ideologia: "Para o Partido Comunista, a cultura tem sido usada como o "poder brando", que é tão poderoso quanto qualquer arma no campo de batalha política e económica internacional".

Radicado na Alemanha desde que conseguiu sair da China em 2015, Weiwei tem consciência que "seria um milagre" exibir os seus filmes na China: "Isso nunca vai acontecer. Nem mesmo o meu nome pôde ser mencionado quando Human Flow foi selecionado para ser exibido no Festival de Cinema de Veneza. Qualquer coisa relacionada a mim é claramente um tabu para a China".

The Rest, o seu novo trabalho

Foi na Dinamarca, no CPH: DOX, que o cineasta estreou The Rest, o seu novo documentário e uma continuação de Human Flow, mais uma vez retratando a crise dos refugiados, mas desta vez de uma maneira mais íntima.

50 mil já viram a história de amor entre Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro

  • Publicado em Mercado

Snu estreou no dia 7 de março

O filme Snu (ler critica), de Patrícia Sequeira (ler entrevista), ultrapassou este fim de semana a barreira dos 50 mil espectadores, tornando-se o filme português mais visto no nosso país desde que O Fim da Inocência estreou nos nossos cinemas no final de 2017.

Com mais 9.156 espectadores ao terceiro fim de semana, que levam a um total de 50.954 espectadores, Snu é assim o filme português mais visto do ano, ultrapassando Tiro e Queda, que contava 43.796 espectadores.

Com Diamantino (ler crítica) a estrear em abril e Variações programado para agosto, é quase certo que 2019 será um ano superior a 2018 em números para o Cinema Português. No ano passado, apenas 278 mil espectadores foram aos cinemas ver um filme português, o que representou apenas 1,9% do total do mercado.

Este fim de semana assistimos também a um "evento" raro no nosso panorama: três filmes nacionais fizeram parte do top 10, com Ladrões de Tuta e Meia (4.660 espectadores) e Gabriel (4.495 espectadores) a fazerem companhia a Snu.

Recordamos que em Snu seguimos a história de Ebba Merete Seidenfaden, a editora Dinamarquesa que ficou conhecida por todos como Snu Abecassiso. Em foco está o grande amor entre ela e Francisco Sá Carneiro, isto até ao trágico acidente que lhes ceifou a vida em Camarate na noite de 4 de dezembro de 1980.

Inês Castel-Branco (ler entrevista), Pedro Almendra (ler entrevista), Inês Rosado, Simon Frankel, Ana Nave, Patrícia Tavares e Pedro Saavedra, entre outros, fazem parte do elenco.

António-Pedro Vasconcelos revoltado: "Há 12 ou 13 anos que não deixam António Cunha Telles filmar"


Foto por Academia Portuguesa de Cinema

Parque Mayer era o mais nomeado aos Prémios Sophia, com quinze indicações, mas acabaria por levar apenas quatro estatuetas para casa, entre elas a de melhor realizador.

No seu discurso de aceitação, António-Pedro Vasconcelos agradeceu a várias personalidades, como Paulo Trancoso, que lutou pelo nascimento da Academia de Cinema, mesmo com o ceticismo revelado pelo próprio Vasconcelos. Tiago Santos (Argumentista), Miguel Raposo (Assistente de Realização) e Diogo Morgado, o único dos atores principais do seu filme que não foi nomeado pela Academia, foram também mencionados pelo cineasta.


Foto por Academia Portuguesa de Cinema

Mas as palavras de maior carinho e reconhecimento por parte de António-Pedro Vasconcelos estavam destinadas a António Cunha Telles: "Gostaria de dedicar este prémio a um grande senhor sem o qual o Cinema Português nunca tinha existido, e que está por trás de tudo o que se fez em Portugal e de tudo o que não se fez, mas que tentou fazer. Um grande senhor chamado António da Cunha Teles. (..) Vocês não acreditam, vocês podem não acreditar, mas tudo o que se fez em Portugal [em termos de cinema] deve-se a este senhor. E também a muito do que não se fez, pois não o deixaram fazer, como produtor, realizador, homem de ideias, inclusivamente à frente do ICA - foi o melhor diretor do IPC (Instituto Português do Cinema). Há 12 ou 13 anos que não o deixam filmar. Revolta-me. Não posso fazer nada a não ser dar-lhe o meu apoio, mas revolta-me. Tal como me revolta que os mais jovens, os mais talentosos não conseguem filmar."

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António Cunha Telles

Já anteriormente, o cineasta tinha falado de Cunha Telles ao C7nema, numa entrevista histórica que vale a pena recordar.

António-Pedro Vasconcelos terminou o seu discurso com um apelo à classe, sobretudo aos mais jovens, para que "lutem, batam-se e protestem. Exijam que haja mais meios e outras políticas para o Cinema Português. Senão, perdem-se talentos. E há muita gente que é obrigada a filmar em condições completamente terríveis."

«Raiva» triunfa nos Prémios Sophia

Foi uma luta renhida entre Parque MayerRaiva Soldado Milhões, mas foi mesmo o filme de Sérgio Tréfaut a conquistar o prémio de Melhor Filme e a arrecadar o maior número de estatuetas nos Prémios Sophia 2019.

A obra conquistou 6 prémios na cerimónia, que acabou de terminar no Casino do Estoril: Melhor Argumento Adaptado (Sérgio Tréfaut, Fátima Ribeiro), Melhor Ator (Hugo Bentes), Melhor Atriz (Isabel Ruth), Melhor Ator Secundário (Adriano Luz) e Melhor Fotografia (Acácio de Almeida).


A equipa de Raiva| Foto por Academia Portuguesa de Cinema 

Parque Mayer arrecadou quatro prémios (Realização, Som, Guarda-Roupa e Maquilhagem & Cabelos), o mesmo número que Soldado Milhões (Melhor Argumento Original, Montagem, Direção Artística e Efeitos Especiais/Caracterização).

Em outros prémios, destaque para o de Melhor Atriz Secundária (Ana Bustorff por Ruth), Melhor Documentário (Labirinto da Saudade) e Melhor Série/Telefilme (Sara).

A cerimónia ficou ainda marcada pela homenagem a Pedro Efe e o recordar de alguns dos nomes ligados ao cinema português que faleceram recentemente, como Laura Soveral, António Escudeiro e Óctavio Matos, entre outros.


Pedro Efe| Foto por Academia Portuguesa de Cinema

Aqui fica a lista de vencedores:
 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

“Correspondências”, de Rita Azevedo Gomes

“Doutores Palhaços”, de Hélder Faria e Bernardo Lopes

“Luz Obscura”, de Susana Sousa Dias

“O Labirinto da Saudade”, de Miguel Gonçalves Mendes

 

Melhor Filme

“Cabaret Maxime”, BA FILMES

“Parque Mayer”, MGN Filmes

“Raiva”, Faux

“Soldado Milhões”, Ukbar Filmes

 

Prémio Sophia Estudante

“Bruma”, de Sofia Cachim, Daniela Santos, Gabriel Peixoto e Mónica Correia – Escola das Artes - Univ Católica Portuguesa

“No Fim do Mar”, de João Monteiro - ESAP - Escola Superior Artística do Porto

“O Chapéu”, de Alexandra Allen - Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

“Terra Ardida”, de Francisco Romão - ETIC

 

Melhor Série/Telefilme

“3 Mulheres”, de Fernando Vendrell – David e Golias

“Circo Paraís”, de Tiago Alvarez Marques – Vende-se Filmes

“Sara”, de Marco Martins – Ministério dos Filmes

“Soldado Milhões”, de Jorge Paixão da Costa e Gonçalo Galvão Teles – Ukbar Filmes

 

Melhor Direção de Fotografia

Acácio de Almeida – “Raiva”

José António Loureiro – “Soldado Milhões”

Paulo Castilho – “Pedro e Inês”

Rui Poças – “ZAMA”

 

Melhor Canção Original

“Arabic Soul” - Letra e música Tomás Gomes – “Colo”

“Cudin” - Composição por Miguel Moreira aka Tibars e Vasco Viana – “Djon África”

“Duelo Ao Sol” - Composição por Xutos e Pontapés – “Linhas de Sangue”

“Liberdade e Alegria” - Letra: António-Pedro Vasconcelos, música: José M. Afonso – “Parque Mayer”

 

Melhor Argumento Adaptado

António Ferreira e Glória M. Ferreira, adaptado do livro A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria – “Pedro e Inês”

Carlos Saboga, adaptado de livro Negro De Padre Dinis de Camilo Castelo Branco – “O Caderno Negro”

João Milagre e Fátima Ribeiro, adaptado a partir da obra de Virgílio Ferreira – “Aparição”

Sérgio Tréfaut, Fátima Ribeiro, adaptado da obra Seara de Vento de Manuel da Fonseca – “Raiva”

 

Melhor Argumento Original

Bruno de Almeida e John Frey – “Cabaret Maxime”

Jorge Paixão da Costa e Mário Botequilha – “Soldado Milhões”

Leonor Pinhão – “Ruth”

Tiago R. Santos – “Parque Mayer”

 

Melhor Banda Sonora Original

José M. Afonso – “Parque Mayer”

Luís Pedro Madeira – “Pedro e Inês”

Manuel João Vieira – “Cabaret Maxime”

The Legendary Tigerman – “Ruth”

 

Melhor Montagem

António Ferreira – “Pedro e Inês”

Bruno De Almeida e Pedro Ribeiro – “Cabaret Maxime”

João Braz – “Soldado Milhões”

Pedro Ribeiro – “Parque Mayer”

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Abigail Machado e Mário Leal – “Parque Mayer”

Emmanuelle Fèvre – “Raiva”

Maria José Silvestre – “Ruth”

Nuno Esteves “Blue” – “Cabaret Maxime”

 

Melhor Guarda Roupa

Joana Cardoso – “Soldado Milhões”

Lucha D'Orey – “Ruth”

Maria Gonzaga – “Parque Mayer”

Sílvia Grabowski – “Pedro e Inês”

 

Melhor Realizador

António Ferreira – “Pedro e Inês”

António-Pedro Vasconcelos – “Parque Mayer”

Bruno de Almeida – “Cabaret Maxime”

Sérgio Tréfaut – “Raiva”

 

Melhor Som

Olivier Blanc, Bruno Tarrière – “Raiva”

Pedro Melo, Branko Neskov, Ivan Neskov e Elsa Ferreira – “Soldado Milhões”

Pedro Melo & Miguel Martins – “Cabaret Maxime”

Vasco Pedroso, Branko Neskov, Elsa Ferreira – “Parque Mayer”

 

Melhor Direção Artística

Clara Vinhais – “Parque Mayer”

Isabel Branco – “O Caderno Negro”

Joana Cardoso – “Soldado Milhões”

João Torres – “Cabaret Maxime”

 

Melhores Efeitos Especiais/Caracterização

Filipe Pereira e Manuel Jorge – “Soldado Milhões”

Júlio Alves – “Pedro e Inês”

Olga José – “Carga”

Rita De Castro E Nuno Esteves "Blue" – “Linhas de Sangue”

 

Melhor Atriz Principal

Ana Padrão – “Cabaret Maxime”

Daniela Melchior – “Parque Mayer”

Isabel Ruth – “Raiva”

Joana de Verona – “Pedro e Inês”

 

Melhor Ator Principal

Adriano Carvalho – “Vazante”

Diogo Amaral – “Pedro e Inês”

Francisco Froes – “Parque Mayer”

Hugo Bentes – “Raiva”

 

Melhor Atriz Secundária

Alexandra Lencastre – “Parque Mayer”

Ana Bustorff – “Ruth”

Beatriz Batarda – “Colo”

Carla Maciel - Parque Mayer

 

Melhor Ator Secundário

Adriano Luz – “Raiva”

Cristóvão Campos – “Pedro e Inês”

Dmitry Bogomolov – “Carga”

Miguel Guilherme – “Parque Mayer”

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

“Kids Sapiens Sapiens”, de António Aleixo

“Pele de Luz”, de André Guiomar

“Russa”, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.

“Sombra Luminosa”, de Mariana Caló e Francisco Queimadela

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

“Aquaparque”, de Ana Moreira

“Como Fernando Pessoa Salvou Portugal”, de Eugène Green

“Sleepwalk”, de Filipe Melo

“Terra Amarela”, de Dinis M. Costa

 

Curta-Metragem de Animação

“Agouro”, de David Doutel e Vasco Sá

“Entre Sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães

“Porque É Este O Meu Ofício”, de Paulo Monteiro

“Razão Entre Dois Volumes”, de Catarina Sobral

Morreu Larry Cohen, célebre argumentista e realizador de horror série B

Morreu ontem à noite (23/03) em Los Angeles o argumentista e realizador Larry Cohen, célebre por filmes como O Monstro Está Vivo! (1974) e Maniac Cop - A Vingança 1988, que geraram sequelas e remakes. Tinha 77 anos.

Nascido a 15 de julho de 1941, em Kingston, Nova Iorque, mas mudou-se para o Bronx. Ele é mais conhecido por filmes de terror inventivos e de baixo orçamento que combinam comentários sociais com humor e terror, mas igualmente por algumas incursões no chamado Blaxploitation.

Após escrever vários episódios para a TV, de séries como Columbo, Larry estreou-se na realização com Bone (1972), que muitos enquadram no Blaxploitation, embora não o seja per se. No filme seguimos Yaphet Kotto (Alien) como um ladrão que faz refém um homem rico e a sua esposa. Quando ele manda o marido sair para levantar dinheiro, o thriller criminal torna-se numa sátira social sobre as relações raciais, os problemas geracionais e dos relacionamentos, especialmente quando a esposa do homem rico começa a se apaixonar pelo sequestrador e o seu marido por uma jovem hippie que encontra a caminho do banco.

 

Seguiram-se Black Caesar e Hell Up on Harlem, dois Blaxploitation simples e eficazes no mundo dos gangsters. O Monstro Está Vivo! (1974) tornou-se objeto de culto e gerou duas sequelas (O Monstro Volta a Nascer, 1978; A Ilha do Monstro, 1987) e um remake (2008).

 

Assinou igualmente Foi Deus Quem Ordenou (1976), sobre um detetive em Nova Iorque investiga uma série de assassinatos cometidos por nova-iorquinos  que afirmam que Deus ordenou a matança; O Liceu da Lua Cheia (1981), uma comédia de horror com lobisomens; Perfeitos Estranhos (1984), sobre um assassino que tenta seduzir a mãe de uma criança que assistiu a um crime seu; O Regresso a Salem's Lot (1987), comédia de horror vampiresco; e A ambulância (1990). 

O seu último trabalho na realização foi um episódio da série da Showtime Masters of Horror em 2006.

Larry Cohen é também o responsável pelas histórias de Cabine Telefónica (2002), de Joel Schumacher, Ligação de Alto Risco (2004), de David R. Ellis, e Cativeiro (2007), de Roland Joffé.

Traler de «Dora and the Lost City of Gold»

A Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer de Dora and the Lost City of Gold (2019), filme que chega aos cinemas portugueses em agosto.

Tendo passado a maior parte de sua vida explorando a selva com os seus pais, nada poderia preparar Dora (Isabela Moner) para a aventura mais perigosa de todos os tempos - o Liceu.

Sempre aventureira, Dora rapidamente vê-se a comandar a sua amiga Boots, Diego e um grupo desorganizado de adolescentes numa jornada para salvar os pais e resolver o mistério impossível por trás de uma antiga civilização Inca.

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